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	<title>Ler &#38; Ser</title>
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	<description>combatendo o analfabetismso funcional</description>
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		<title>Ler &#38; Ser</title>
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		<title>A DESINVENÇÃO DA ALFABETIZAÇÃO</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 16:32:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ethelscliar</dc:creator>
				<category><![CDATA[teoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente torce o nariz quando se fala em adotar princípios fonéticos para alfabetizar. Ora bolas, estamos cercados pela escrita! As crianças, em contato com as letras, acabam absorvendo o conhecimento e aprendem a ler e a escrever. Lêem globalmente, em grandes blocos. Neste texto, Raquel propõem um resgate dos métodos de alfabetização, sem ignorar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=92&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_95" class="wp-caption alignleft" style="width: 162px"><img class="size-full wp-image-95" title="11-copy" src="http://lereser.files.wordpress.com/2009/02/11-copy.jpg?w=468" alt="inventar e desinventar"   /><p class="wp-caption-text">inventar e desinventar</p></div>
<p>Muita gente torce o nariz quando se fala em adotar princípios fonéticos para alfabetizar. Ora bolas, estamos cercados pela escrita! As crianças, em contato com as letras, acabam absorvendo o conhecimento e aprendem a ler e a escrever. Lêem globalmente, em grandes blocos.</p>
<p><span style="color:#000000;">Neste texto, Raquel propõem um resgate dos métodos de alfabetização, sem ignorar a importância do letramento. Confira. </span></p>
<h3 style="text-align:center;"></h3>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#800000;"><strong>A DESINVENÇÃO DA ALFABETIZAÇÃO</strong></span></h3>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><em><span style="color:#000000;">Raquel  da Silva</span></em></p>
<p><span style="color:#000000;">O construtivismo trouxe  grandes avanços nas práticas de alfabetização, mas&#8230; – sim, sempre existe um mas! – o conceito de alfabetização perdeu sua especificidade. Ganhou terreno o conceito de letramento. Por que isto aconteceu? A resposta encontra-se na própria teoria construtivista. Ela “desinventou” a alfabetização e esqueceu a importância do ensino direto, em parte porque se acreditou que os métodos de alfabetização eram incompatíveis com a teoria psicogenética. </span></p>
<h3><span style="color:#000000;"><span style="color:#800000;">Aprende a ler não “pega” como sarampo!</span> </span></h3>
<p><span style="color:#000000;">A teoria enfatizava que bastava expor a criança  a diversos materiais escritos para que ela se alfabetizasse.  O ensino do processo sistematizado do código escrito, das relações entre fonemas e grafemas para ler e escrever ficou em segundo plano, quando ficou! O resultado: fracasso na aprendizagem da língua escrita. Claro que não é o único fator que contribuiu para isto, mas com certeza contribuiu de forma significativa para o avanço deste problema. </span></p>
<h3><span style="color:#000000;"><span style="color:#800000;">Alfabetização x letramento</span></span></h3>
<h2><span style="color:#000000;"> </span></h2>
<p><span style="color:#000000;">Alfabetizar, aqui, significa conhecer os princípios do sistema alfabético do português do Brasil. Letramento é o uso em práticas sociais de leitura e escrita. Os dois pólos são importantes, os dois precisam ser considerados no processo de ensino-aprendizagem da língua escrita, cada qual com sua especificidade. É fundamental articular várias facetas, desenvolver diferentes habilidades, para que a pessoa torne-se competente na leitura e na escrita. </span></p>
<h3><span style="color:#000000;"><span style="color:#800000;">Resgatando a especificidade da alfabetização</span> </span></h3>
<p><span style="color:#000000;">A busca da especificidade da alfabetização não implica em um retrocesso aos métodos tradicionais que se preocupavam exclusivamente com o domínio do código do sistema gráfico, eliminando a significação das palavras e privilegiando frases e textos sem sentido, artificiais, desarticulados de qualquer contexto lingüístico. Na verdade, o que se deseja é resgatar o ensino organizado, intencional e sistematizado da aprendizagem do sistema escrito na perspectiva do letramento: partindo de usos reais, motivadores, significativos e contextualizados, chega-se ao domínio dos princípios do sistema alfabético do português do Brasil</span></p>
<br />Publicado emteoria  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lereser.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lereser.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lereser.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lereser.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lereser.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lereser.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lereser.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lereser.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lereser.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lereser.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lereser.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lereser.wordpress.com/92/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lereser.wordpress.com/92/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lereser.wordpress.com/92/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=92&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Brincando de ler e escrever</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 20:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ethelscliar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[jogos; construção de jogos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como a criança entra em contato com o universo da escrita? Existem muitas maneiras. Algumas já entram em contato em casa mesmo e vão descobrindo as combinações e as relações entre grafemas e fonemas. Outras, no entanto, só terão este contato na escola. São situações bem diferentes. E qual a melhor forma de apresentar o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=86&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-decoration:underline;color:#0000ee;"><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/06/ciclo-2-infancia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-88" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/06/ciclo-2-infancia.jpg?w=468" alt="" /></a></span><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/06/131.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-91" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/06/131.jpg?w=179&#038;h=187" alt="" width="179" height="187" /></a>Como a criança entra em contato com o universo da escrita? Existem muitas maneiras. Algumas já entram em contato em casa mesmo e vão descobrindo as combinações e as relações entre grafemas e fonemas. Outras, no entanto, só terão este contato na escola. São situações bem diferentes.  E qual a melhor forma de apresentar o sistema escrito? Existirá uma resposta para esta pergunta? Descubra neste artigo da Profa. Otilia Heinig.</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#800080;">A criança aprende brincando: </span></h2>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#800080;">o papel dos jogos na alfabetização</span></h2>
<h3 style="text-align:center;"><em>Otilia Lizete de Oliveira Martins Heinig</em></h3>
<p>Pode não existir a maneira correta, mas há caminhos divertidos que conduzem à construção do sistema ortográfico. Um deles é o uso de jogos, experiência muito eficiente que eu tenho vivenciado com crianças e adultos. Se os jogos e as atividades lúdicas são importantes para a aprendizagem do sistema escrito, por que não fazem parte do cotidiano escolar?  Uma das respostas está vinculada à formação dos professores. A elaboração de um jogo, mais do que criatividade por parte de quem o elabora, pede conhecimento teórico sólido sobre os princípios do sistema alfabético. Entretanto, há uma lacuna na formação dos professores no que concerne aos fundamentos psicolingüísticos.</p>
<h3><span style="color:#800080;"><strong><span>Etapas fundamentais</span></strong></span></h3>
<p>Na produção de atividades lúdicas para alfabetização destacam-se 2 etapas fundamentais.<br />
<span style="color:#800080;"><strong>1. Objetivos -</strong></span><span style="color:#800080;"> </span>Inicialmente, é necessário estabelecer o objetivo que se quer alcançar levando em conta o sujeito aprendiz e o próprio material didático adotado na série. Ele poderá ser, por exemplo, um rico banco de palavras a serem exploradas de forma divertida e reflexiva pelos alunos.<br />
<span style="color:#800080;"><strong>2. Construção -</strong></span> O objetivo está estabelecido, o banco de palavras formado: agora é o momento de usar a criatividade ou se basear em jogos já existentes. Algumas possibilidades: um jogo da forca, um jogo da memória ou uma outra maneira não convencional.</p>
<h2><span style="color:#800080;">Na sala-de-aula</span></h2>
<p>Vou sugerir uma atividade com crianças que já estão alfabetizadas e que podem ser convidadas a refletir sobre o sistema escrito. Escolha palavras terminadas em &#8220;ão” e “am”  para formar seu banco de palavras. Aqui vão algumas sugestões: estão, comprarão, são, farão, estiveram, foram, compraram, eram. Depois disso, desenhe frutas em EVA ou cartolina. Escreva também as  palavras escolhidas. Para finalizar, organize duas cestas, uma para as oxítonas e outra para as paroxítonas, nas quais serão depositadas as palavras/frutas. O objetivo é levar os alunos a compreenderem as razões que levam algumas palavras a serem grafadas com “ão” como estão e outras com “am” como estiveram. O mais importante é deixar que os alunos produzam a regra. O papel do professor é mediar a interação, facilitando a produção do conhecimento sobre o sistema alfabético.</p>
<h2><span style="color:#800080;">Roteiro criativo</span></h2>
<p>Aqui vai um pequeno roteiro de orientação para a produção de jogos:<br />
•    Defina o objetivo que pretende alcançar com o jogo.<br />
•    Conheça a regra contextual ou a situação que pretende focar no jogo.<br />
•    Leve em conta o sujeito aprendiz (idade, conhecimento prévio, facilidades, etc.).<br />
•    Selecione palavras para criar um banco de palavras que atendam ao conteúdo do jogo.<br />
•    Selecione imagens compatíveis.<br />
•    Redija as regras do jogo com bastante clareza.<br />
•    Organize a caixa com o jogo e a regra.<br />
•    Teste com um grupo de crianças.<br />
•    Se o teste não alcançar os objetivos que você queria, reveja os aspectos problemáticos.<br />
•    Se for um sucesso, é jogar e aprender!<br />
Agora é com você! Bom trabalho e lembre-se de socializar o seu material  e os resultados alcançados.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/lereser.wordpress.com/86/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/lereser.wordpress.com/86/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lereser.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lereser.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lereser.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lereser.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lereser.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lereser.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lereser.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lereser.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lereser.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lereser.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lereser.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lereser.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lereser.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lereser.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=86&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O bom alfabetizador</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 20:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ethelscliar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[alfabetizador]]></category>
		<category><![CDATA[mandamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente pensa que basta boa vontade e dedicação para ser um bom alfabetizador. Nada mais errado. Afinal, o inferno está cheio de bem intencionados! É claro que não existe uma receita de bolo, prontinha, para garantir o sucesso e acabar, de vez, com o analfabetismo – seja funcional ou não. No entanto, alguns ingredientes [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=79&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:left;"><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/06/31.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-80" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/06/31.jpg?w=200&#038;h=191" alt="" width="200" height="191" /></a>Muita gente pensa que basta boa vontade e dedicação para ser um bom alfabetizador. Nada mais errado. Afinal, o inferno está cheio de bem intencionados! É claro que não existe uma receita de bolo, prontinha, para garantir o sucesso e acabar, de vez, com o analfabetismo – seja funcional ou não. No entanto, alguns ingredientes já são bem conhecidos e devem fazer parte da boa mesa, quer dizer, da boa educação, como coloca a Profa. Leonor Scliar-Cabral neste texto. Utilize a sua criatividade e solte a imaginação. Afinal, de uma maçã surgiram muitas idéias.</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#808000;">Os Dez Mandamentos do Alfabetizador</span><span style="color:#666699;"><em></em></span></h2>
<h3 style="text-align:center;"><span style="color:#666699;"><em>Leonor Scliar-Cabral</em></span></h3>
<ol>
<li>Respeitarás o alfabetizador, que é um profissional e, como tal, deve receber salário digno.</li>
<li>Terás um  currículo no magistério, letras, educação, psicologia e fonoaudiologia com disciplinas como aquisição da linguagem, aprendizagem da leitura e escrita, fonologia, sociolingüística e processamento da leitura e da escrita.</li>
<li>Formarás autores de material pedagógico destinado à pré-escola e às classes de alfabetização para que incorporem os avanços realizados sobre o processamento da leitura e da escrita.</li>
<li>Não pararás de estudar. Os profissionais envolvidos com o ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita precisam de educação continuada.</li>
<li>Não invocarás a educação em vão. O projeto para erradicar o analfabetismo funcional passa pelo compromisso político.  Não é possível que os professores da 1ª série estejam de passagem, ou que este posto, tão importante, seja considerado apenas um trampolim para futuros cargos.</li>
<li>Envolverás a família do educando e a comunidade para suprir o “currículo escondido”.</li>
<li>Mobilizarás a mídia para disseminar a idéia de que, sim, é possível derrotar o analfabetismo funcional.</li>
<li>Não aplicarás atividades sem saber o alvo e o objetivo que devem ser alcançados.</li>
<li>Aceitarás a variedade sociolingüística dos alunos, sem julgar isto um erro.</li>
<li>Saberás diferenciar entre sistema oral e escrito; recepção e produção de mensagens; entre valor de grafema e nome de letras.</li>
</ol>
<p style="text-align:left;">Existem também os pecados capitais, que devem ser evitados a todo custo – mas isto já é assunto para outra postagem. E se você tem alguma experiência ou dica para incluir neste nosso <strong>Guia do Alfabetizador</strong>, escreva para a gente! Até lá.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/lereser.wordpress.com/79/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/lereser.wordpress.com/79/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lereser.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lereser.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lereser.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lereser.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lereser.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lereser.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lereser.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lereser.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lereser.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lereser.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lereser.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lereser.wordpress.com/79/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lereser.wordpress.com/79/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lereser.wordpress.com/79/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=79&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Aprender e Ensinar</title>
		<link>http://lereser.wordpress.com/2008/05/19/aprender-e-ensinar/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 03:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ethelscliar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Propostas]]></category>
		<category><![CDATA[alfabetizadores]]></category>
		<category><![CDATA[currículo]]></category>
		<category><![CDATA[histórico]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual a melhor metodologia para ensinar? Quais as “dicas” para ter sucesso? Como agir? Assim ou assado? Não existe uma “receita de bolo” – mas é possível conhecer os ingredientes. Neste texto, Nara Salamunes resgata um pouco da história dos currículos para formar alfabetizadores, e coloca em discussão uma nova proposta. Alfabetizadores: o currículo em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=70&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a melhor metodologia para ensinar? Quais as “dicas” para ter sucesso? Como agir? Assim ou assado? Não existe uma “receita de bolo” – mas é possível conhecer os ingredientes. Neste texto, Nara Salamunes resgata um pouco da história dos currículos para formar alfabetizadores, e coloca em discussão uma nova proposta.</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#ff0000;">Alfabetizadores: o currículo em transformação</span></h2>
<h3 style="text-align:center;"><em>P</em><em>or Nara L. C. Salamunes</em></h3>
<h3><span><span style="color:#ff0000;"><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/61.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-72" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/61.jpg?w=233&#038;h=227" alt="" width="233" height="227" /></a></span></span></h3>
<p>Antes de discutir uma proposta de currículo para formação de alfabetizadores, é importante analisar como esta formação se deu no Brasil, historicamente. Até 1980, os cursos de formação de professores, cursos de nível médio, ou enfatizavam os métodos sintéticos e o ensino passo a passo de elementos componentes da escrita, ou davam preferência aos métodos analíticos e o ensino das configurações estruturais dos textos e frases. Ah, você pode pensar, mas no ensino superior era diferente! Que nada. Na Pedagogia, raramente a questão da alfabetização tinha lugar privilegiado. Quando muito, discutiam-se os altos índices de repetência nas primeiras séries, que giravam em torno de 50%, e a conseqüente evasão escolar. Não se levava em conta o pensamento das crianças, às quais era atribuída a culpa pela não aprendizagem.</p>
<h3><span style="color:#ff0000;">Entra em campo a psicogenética</span></h3>
<p>Por volta dos anos 80, os estudos psicogenéticos sobre a aprendizagem da linguagem escrita e os da psicolingüística possibilitaram uma mudança de perspectiva. Procura-se, desde então, estudar os processos cognitivos subjacentes às habilidades de ler e de escrever e as evidências empíricas sobre como se dá o desenvolvimento dessas habilidades. Antes, o sujeito do processo da alfabetização não era considerado na sua condição de aprendiz. Agora, passa a ser observado para que suas elaborações originais sejam compreendidas e respeitadas.</p>
<h3><span style="color:#ff0000;">Mas nada mudou&#8230;</span></h3>
<p>Só tem um problema: esses estudos ocorrem, marcadamente, nos cursos especializados em alfabetização. Os cursos de formação de professores de nível médio continuam a resistir às mudanças. Não revisaram a noção de erro, decorrente da mudança paradigmática, ou tratam esse tema de forma romântica e aligeirada. A crítica aos métodos de alfabetização ensinados nesses cursos levou ao esquecimento o estudo criterioso da relação entre fazer e compreender na alfabetização. Nos cursos de nível superior, o assunto alfabetização continua sendo ignorado. O resultado:  oferta de  “formação” para profissionais, em vez de aperfeiçoamento e atualização. Pior: os índices de repetência nos primeiros anos do ensino fundamental continuam altos e analfabetismo funcional se perpetua, mesmo entre os que passam pela escola.</p>
<h3><span style="color:#ff0000;">Neurociência, a nova aliada</span></h3>
<p>Recentemente, os estudos da neurociência possibilitaram o aprofundamento sobre os processos mentais que ocorrem ao se aprender a ler e escrever. Disso decorrem duas concepções psicopedagógicas atualmente: uma privilegia a compreensão dos processos orgânicos da aprendizagem &#8211; mas esquece, em parte, os processos de interação que são condição para a construção de estruturas lingüísticas. A outra tenta compreender o sujeito aprendiz no âmbito das interações sociais e lingüísticas &#8211; mas esquece de considerar que o fator escola/professor é fundamental na transmissão da cultura em uma sociedade complexa, mesmo com todo aparato tecnológico existente na atualidade.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/71-copy.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-78" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/71-copy.jpg?w=238&#038;h=237" alt="" width="238" height="237" /></a><span style="color:#ff0000;">Em busca de uma saída</span></h3>
<p>Diante desse quadro, qual seria o melhor currículo para formação de alfabetizadores? Alguns pontos são fundamentais. Por exemplo, a análise dos aspectos históricos do ensino da leitura e da escrita, porque se aprende com a experiência. Também é importante analisar os processos construtivos das habilidades lingüísticas, junto com outras habilidades mentais humanas no bojo das interações  de diferentes grupos sociais. Mas não podem ficar de fora os resultados das pesquisas científicas transculturais, de cunho comparativo, sobre os diferentes métodos empregados na alfabetização. Afinal, a prática da docência não é meramente discursiva. Ao contrário, requer tomada de decisão permanente sobre o que, quando, como e por que ensinar – e tudo isto deve constar do currículo, um currículo em constante transformação, para que o professor também transforme o mundo.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/lereser.wordpress.com/70/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/lereser.wordpress.com/70/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lereser.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lereser.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lereser.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lereser.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lereser.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lereser.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lereser.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lereser.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lereser.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lereser.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lereser.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lereser.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lereser.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lereser.wordpress.com/70/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=70&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Relações Possíveis</title>
		<link>http://lereser.wordpress.com/2008/05/14/relacoes-possiveis/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2008 12:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ethelscliar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[afetividade]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
		<category><![CDATA[inclusao]]></category>

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		<description><![CDATA[As instituições de ensino são organizações sociais. Nelas, as relações humanas se desenvolvem de acordo com múltiplos interesses, pois existem vários grupos interagindo. São organizações complexas, que para implementarem ações sustentáveis, precisam de criatividade. Mas como fazer quando, na classe, surge um aluno que possui necessidades especiais? Aqui, a Profa. Heloiza S. De Camargo conta [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=62&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/esq2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-63" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/esq2.jpg?w=200&#038;h=171" alt="" width="200" height="171" /></a>As instituições de ensino são organizações sociais. Nelas, as relações humanas se desenvolvem de acordo com múltiplos interesses, pois existem vários grupos interagindo. São organizações complexas, que para implementarem ações sustentáveis, precisam de criatividade. Mas como fazer quando, na classe, surge um aluno que possui necessidades especiais? Aqui, a Profa. Heloiza S. De Camargo conta um pouco da sua experiência.</p>
<h2 style="text-align:center;"><span style="color:#800000;">ESQUIZOFRENIA, COGNIÇÃO E AFETIVIDADE</span></h2>
<h3 style="text-align:center;"><em><span style="color:#800000;">Heloiza S. de Camargo</span></em></h3>
<p>As instituições de ensino são contraditórias. As vezes, apenas privilegiam a manutenção do status quo, formando o ser humano para reproduzir o sistema institucional vigente. Outras, buscam formar este mesmo ser humano para construir e dar significado a seus atos, para interferir e modificar a sociedade onde está inserido. O espaço escolar é um espaço de vivência social, com desafios e pressões impostos tanto de dentro do próprio ambiente como de fora dele.</p>
<h3><span style="color:#800000;">Múltiplas Inteligências</span></h3>
<p>Para enfrentar tais pressões e para agir com o mundo e no mundo, cada sujeito precisa ser capaz de apresentar uma elevada capacidade cognitiva e decisória. No caso de educandos com dificuldades de interação e integração dentro do espaço escolar, estes desafios são ainda maiores &#8211; mas podem ser superados com uma abordagem que se apóia na tese das inteligências múltiplas.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/esq12.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-66" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/esq12.jpg?w=300&#038;h=198" alt="" width="300" height="198" /></a></h3>
<h3><span style="color:#800000;">A História de W. G. R., 14 anos</span></h3>
<p>O aluno W. G. R. com 14 anos, matriculado na 5a série do Ensino Fundamental, apresentava sérias dificuldades de integração e interação, com distúrbios, atitudes e reações típicas de esquizofrenia. O diagnóstico foi confirmado em laudo fornecido pelo psicopedagogo que acompanhava o caso. Sua agressividade incontrolável e conduta inadequada deixaram assustados professores e colegas, que tinham dificuldade para entender suas atitudes. Seu comportamento considerado ”anormal” gerou abaixo assinados de professores, alunos e pais, solicitando seu afastamento da escola. Qualquer possibilidade de integração parecia bloqueada.</p>
<h3><span style="color:#800000;">O processo</span></h3>
<p>Sensibilizada e comovida diante do conflito vivido no espaço escolar, a professora da sala de recursos &#8211; autora desse post – e a equipe pedagógica buscaram resgatar a história pessoal de W. G. R., junto à família. Isto permitiu compreender sua rejeição e agressividade para com familiares, colegas, professores e funcionários. Depois de observar as dificuldades relacionadas à afetividade e conseqüente na socialização com os colegas e professores, W. G. R. foi encaminhado para inclusão na sala de recursos, seguindo um programa especializado. Muitas vezes foi necessário intervenção clica (o que é comum nestes casos), para contornar momentos de crises mais agressivas.  Na sala de recursos, W. G. R. descobriu a poesia. Utilizou a semântica para aprender o significado das palavras, a sintática para ordená-las, adquiriu consciência fonológica para perceber os sons, ritmos e inflexões. Na prática, fez da sensibilidade da linguagem poética seu instrumento de realização pessoal.</p>
<h3><span style="color:#800000;">O resultado</span></h3>
<p>W. G. R. reconstruiu seu estado emocional e transferiu toda a energia empregada na agressividade física, verbal e emocional para a poesia. Encontrou nela a resposta para seu equilíbrio afetivo, emocional e social, ampliando cada vez mais o seu conhecimento cognitivo, de forma prazerosa. A abordagem possibilitou a inclusão do aluno, efetivado pelo apoio e orientações ao corpo pedagógico sobre as dificuldades referentes às relações afetivas, integração e socialização no espaço escolar.</p>
<p>E você? Enfrenta algum desafio para inclusão de alunos com dificuldades especiais? Tem alguma experiência para compartilhar? Quer saber mais sobre este assunto? Escreva para nós! Afinal, o professor precisa ter uma formação adequada para desempenhar seu papel de forma integral. Como seria o currículo para formar um professor? Isto já é assunto para o próximo post.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/lereser.wordpress.com/62/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/lereser.wordpress.com/62/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lereser.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lereser.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lereser.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lereser.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lereser.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lereser.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lereser.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lereser.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lereser.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lereser.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lereser.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lereser.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lereser.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lereser.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=62&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Escutar e Falar, Ler e Escrever</title>
		<link>http://lereser.wordpress.com/2008/05/09/desafios-para-alfabetizar/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 05:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ethelscliar</dc:creator>
				<category><![CDATA[dificuldades]]></category>
		<category><![CDATA[contínuo da fala]]></category>
		<category><![CDATA[desafios para alfabetizar]]></category>
		<category><![CDATA[espelhamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Dona Maria estava desesperada. Seu filho começava a aprender a escrever. Mas, vejam só! Escrevia tudo assim, emendadinho&#8230; Tudo junto – letras, sílabas, palavras e frases. Parecia mais desenho do que escrita. O que será que estava errado? Você vai descobrir neste artigo da Professora Leonor Scliar-Cabral. Desafios para alfabetizar Leonor Scliar-Cabral Escrever &#8220;emendadinho&#8221;? Não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=54&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dona Maria estava desesperada. Seu filho começava a aprender a escrever. Mas, vejam só! Escrevia tudo assim, emendadinho&#8230; Tudo junto – letras, sílabas, palavras e frases. Parecia mais desenho do que escrita. O que será que estava errado?  Você vai descobrir neste artigo da Professora Leonor Scliar-Cabral.</p>
<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#800000;">Desafios para alfabetizar</span></h1>
<p style="text-align:center;"><strong><span style="color:#800000;"><em>Leonor Scliar-Cabral</em></span></strong></p>
<p>Escrever &#8220;emendadinho&#8221;? Não há nada de errado neste fato. Absolutamente nada. As palavras, na fala, não são separadas por silêncio – e o que é mais complicado: não só as palavras na fala não são separadas por silêncio, mas, o que é mais complexo, os segmentos que compõem a sílaba não contrastam entre si.<br />
Este é um dos maiores desafios para o alfabetizando, pois até se alfabetizar, ele percebe a fala como um contínuo. Mesmo para quem já está alfabetizado é difícil entender este fato, imagine para quem não é!</p>
<h2><span style="color:#800000;"><span style="text-decoration:underline;color:#0000ee;"> </span></span><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/maternidade.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-60" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/maternidade.jpg?w=202&#038;h=189" alt="" width="202" height="189" /></a><span style="color:#800000;">Natural x Institucional</span></h2>
<p>Enquanto a fala é adquirida espontaneamente por qualquer criança normal (por volta dos 12 meses, ela produz as primeiras palavras), os sistemas alfabéticos têm que ser ensinados. Isto decorre principalmente por causa da grande dificuldade que explicamos acima. É muito complicado refazer uma percepção automatizada durante anos de aquisição da fala. Isso só acontece quando o indivíduo toma consciência de que tem que desmanchar a sílaba: num sistema alfabético como o da língua portuguesa do Brasil, uma ou duas letras (os grafemas) representam um fonema. Por exemplo: “v” representa /v/ e “sc” representa /s/, como em “nave” e “nasce”.</p>
<h2><span style="color:#800000;"><span style="text-decoration:underline;color:#0000ee;"><br />
</span><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/71-cc2a2pia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-55" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/71-cc2a2pia.jpg?w=190&#038;h=191" alt="" width="190" height="191" /></a>Uma identificação complicada</span></h2>
<p>Além disto, o alfabetizando tem que automatizar a identificação das letras, em especial, o que diferencia uma da outra. Trata-se, às vezes, de um traço mínimo. Assim, a diferença entre “b” e “d”, está no fato de uma letra estar voltada para a direita e a outra para a esquerda, ou seja, no espelhamento, como em “bela” e “dela”. Novamente, trata-se de uma especificidade dos sistemas alfabéticos. Para reconhecer e identificar os objetos, tal traço é irrelevante. Uma xícara continua sendo uma xícara, não importa se a alça está voltada para a esquerda ou para a direita&#8230; Se você se olhar ao espelho, a imagem está invertida e nem por isto está representando outra pessoa.</p>
<p>Enfim, estas dificuldades têm que ser enfrentadas no processo do ensino-aprendizagem, porque somente quando o alfabetizando tiver automatizado os valores que os grafemas (uma ou duas letras) têm para representar um fonema, é que poderá ler com fluência e só lendo com fluência poderá compreender um texto &#8211; que é o objetivo principal da alfabetização.<br />
Portanto, fiquem tranqüilos. Escrever emendadinho faz parte do processo e existem maneiras de alfabetizar para que a leitura ocorra de forma significativa. Estas maneiras você vai conhecer aqui, no <strong><em>Ler e Ser </em></strong>– inclusive como garantir a inclusão de alunos com necessidades especiais, tema do próximo post. Até lá!</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/lereser.wordpress.com/54/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/lereser.wordpress.com/54/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lereser.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lereser.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lereser.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lereser.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lereser.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lereser.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lereser.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lereser.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lereser.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lereser.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lereser.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lereser.wordpress.com/54/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lereser.wordpress.com/54/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lereser.wordpress.com/54/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=54&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Era uma vez &#8230;</title>
		<link>http://lereser.wordpress.com/2008/05/06/era-uma-vez/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 14:44:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ethelscliar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[contar historias]]></category>
		<category><![CDATA[escola interativa]]></category>
		<category><![CDATA[experiencia]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe desafio maior do que tornar o aluno um leitor? Isto em todos os mundos: primeiro, segundo, terceiro&#8230; E que felicidade quando o professor percebe que o aluno vai atrás de mais informações – corre o Google, busca na biblioteca, em bancas de revistas. É o aluno que reflete para além do ambiente escolar. É [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=46&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe desafio maior do que tornar o aluno um leitor? Isto em todos os mundos: primeiro, segundo, terceiro&#8230; E que felicidade quando o professor percebe que o aluno vai atrás de mais informações – corre o Google, busca na biblioteca, em bancas de revistas. É o aluno que reflete para além do ambiente escolar. É o aluno que se fortalece para o exercício da cidadania. Agora&#8230; como conseguir isto? Mariléia Reis dá uma boa pista neste texto.</p>
<h1 style="text-align:center;"><strong><span style="color:#ff0000;">Vencendo o analfabetismo funcional &#8230; </span></strong></h1>
<h1 style="text-align:center;"><strong><span style="color:#ff0000;">com a família na escola</span><br />
</strong></h1>
<p style="text-align:center;"><strong><em> Mariléia Reis</em></strong></p>
<p style="text-align:left;"><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/contar-historias2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-47" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/contar-historias2.jpg?w=223&#038;h=157" alt="" width="223" height="157" /></a>Pois é. Dias desses, visitei uma escola que abriu suas portas aos pais e comunidade para o reino encantado das histórias. A cada sala de aula, uma professora; a cada quinze minutos, uma nova história: para as crianças que lá compareceram, para grandinhos que as acompanharam.<br />
Me pediram um feedback do evento, palavras da diretora. Mas, bem dentro de mim, lá, eu era mais uma das crianças que compareceu, a família que lá esteve. Apenas isso. Tudo isso. E abordei a grandeza da simplicidade daquele evento, como tudo aconteceu:</p>
<h3><span style="color:#ff0000;"><strong>Era uma vez&#8230;</strong></span></h3>
<p style="text-align:left;">Era uma vez uma escola que muito me ajudou a entender como é fácil, simples e prazeroso viver o mundo da leitura. Era uma manhã de sábado de muito sol, quando minha escola, com maestria, nos contou suas histórias, várias histórias.<br />
Era uma vez &#8230; um menino que queria ser adulto, acelerar a linha mágica do tempo, mas que perderia a sua história. A mamãe-canguru que procurava e procurava o pequeno filhinho na bolsa que, como toda bolsa de mulher, tudo nela cabia. Um coleguinha que jogava tanto videogame, mas tanto, que queria levá-lo até no piquenique. Pode? Um menino muito, mas muito maluquinho. Alguém que ia e voltava todos os dias para a casa e, no caminho, comia uma maçã e jogava o caroço no lixo, e dava flores para uma vovozinha.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/contar-historias.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-48" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/05/contar-historias.jpg?w=256&#038;h=192" alt="" width="256" height="192" /></a><span style="color:#ff0000;"><strong>A escola interativa</strong></span></h3>
<p style="text-align:left;">Era uma vez &#8230; uma escola que me ensinou a ler o livro, a vida, o bem-viver. Mostrou à família e colegas que podemos contar histórias dentro das nossas casas, sobre o nosso dia-a-dia. Trocou nossos velhos livros de histórias já contadas por novas histórias de velhos novos livros. E trouxe a família pra escola, não para fazê-la lembrar de seus deveres, mas para convidá-la a brincar. Brincar de contar histórias, brincar de ser criança.<br />
Era uma vez &#8230; uma escola que escondia em cada professor e pedagogo um artista da leitura, que contaram e encantaram com suas histórias, sem falar sobre leitura, mas muito bem a exerceram. Uma escola que nada disse, mas muito mostrou. Nada falou, mas muito significou. Nada teorizou, mas muito edificou. Esta é a escola do fazer-contextualizado, da prática da leitura como uma das mais importantes práticas sociais de cada um de seus alunos.</p>
<h3><span style="color:#ff0000;"><strong>A importância de ler</strong></span></h3>
<p style="text-align:left;">E foi assim que a escola cumpriu prazerosamente a missão. De volta para a casa, fiquei pensando que era isso mesmo que a nossa escola precisava fazer, porque dizer, todos já dizem: <em>-É muito importante a leitura, a leitura é muito importante!</em></p>
<p style="text-align:left;">E é sempre assim mesmo, de modo muito repetitivo.<br />
Leitura e escrita são habilidades do nosso dia-a-dia. Na tevê, as campanhas, ainda que poucas: <em>Ler para ser cidadão.</em> No supermercado: <em>A melhor frase sobre esse produto vai concorrer a tal prêmio</em>. Mattoso Câmara: S<em>ó escreve bem aquele que sabe bem o que vai escrever</em>. No programa infantil: <em>Quem contar a melhor história vai levar esse game para casa.</em><br />
Então, é importante lermos. Mas, de fato, quem, naquela manhã de sábado, ensinou e motivou as crianças para a leitura foi a escola que trouxe a família para brincar junto.<br />
Foi naquele sábado de manhã que ela fez suas crianças entenderem que a leitura nada mais é que uma interação entre sujeitos e sociedade. Bom, mas isso é outra história, de novo a teoria.</p>
<p style="text-align:left;">E essa é a história dos Pedrinhos e Mariazinhas que lá compareceram. Era uma vez uma escola que conceituou leitura, combateu o analfabetismo funcional, definiu letramento sem, sequer, usar uma destas palavras que, como qualquer outra, tão abstratas o são. Mas o fez. E bonito o fez. Contar história é uma das mais antigas práticas de letramento, de interação entre o maior representante social: o homem, um ser que fala, que conta e encanta com suas histórias. Antes, nas cavernas. Hoje, na escola. Com a família na escola. Era uma vez&#8230;</p>
<p style="text-align:left;"><em>Esta história continua no próximo post &#8211; você vai conhecer os principais desafios para aprender a ler! Até lá.</em></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/lereser.wordpress.com/46/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/lereser.wordpress.com/46/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lereser.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lereser.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lereser.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lereser.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lereser.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lereser.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lereser.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lereser.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lereser.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lereser.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lereser.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lereser.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lereser.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lereser.wordpress.com/46/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=46&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O projeto</title>
		<link>http://lereser.wordpress.com/2008/04/22/o-projeto/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 16:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ethelscliar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[fundamentos]]></category>
		<category><![CDATA[ler e ser]]></category>
		<category><![CDATA[projeto]]></category>
		<category><![CDATA[resumo]]></category>

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		<description><![CDATA[O projeto Ler &#38; Ser, combatendo o analfabetismo funcional, busca responder a um grande desafio no mundo contemporâneo: como fazer com que nossas crianças e jovens se insiram em um novo mundo do trabalho, que exige proatividade e competências para uma educação continuada. O que é analfabetismo funcional? O analfabetismo funcional significa que o sujeito, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=11&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto <em>Ler &amp; Ser, combatendo o analfabetismo funcional,</em> busca responder a um grande desafio no mundo contemporâneo: como fazer com que nossas crianças e jovens se insiram em um novo mundo do trabalho, que exige proatividade e competências para uma educação continuada.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/121.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13" style="margin-left:5px;margin-right:5px;float:left;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/121.jpg?w=100&#038;h=96" alt="" width="100" height="96" /></a><span style="color:#993300;">O que é analfabetismo funcional?</span></h3>
<p>O analfabetismo funcional significa que o sujeito, embora seja capaz de identificar as letras, não consegue compreender aquilo que leu. Não consegue, a partir de um texto básico, agir proativamente, elaborar novos conceitos ou associar a informação recém obtida com aquela derivada de outras fontes. Além disso, como o pensamento lógico-matemático também depende do entendimento de conceitos que são textuais, o desempenho em matemática, ciências e outras disciplinas fica comprometido.<br />
Isto representa, em um mundo com rápidas e constantes mudanças tecnológicas, que o analfabeto funcional não consegue manter uma educação continuada, imprescindível no mundo do trabalho. Além disso, ele também vê comprometida sua atuação como cidadão de direito: é um estrangeiro em seu próprio país.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/321.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-17" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/321.jpg?w=94&#038;h=96" alt="" width="94" height="96" /></a><span style="color:#993300;">Qual a situação no Brasil?</span></h3>
<p>Na faixa etária dos brasileiros de 15 a 64 anos temos: 7% de analfabetos absolutos; no nível rudimentar, temos 25%; no nível básico, temos 40%. Apenas 28% consegue o nível pleno de letramento (INAF, 2007). 32% dos brasileiros não têm as condições mínimas para o exercício da cidadania, nem para refazer a leitura de mundo, a partir da leitura da palavra (FREIRE, 2002, p. 54). A situação não é diferente nos estados do Sul, que possuem um desenvolvimento econômico maior. Santa Catarina e Paraná, os dois estados contemplados com este projeto, apresentam índices de analfabetismo funcional na sua população com mais de 15 anos que ultrapassa os 15% e, muitas vezes, atinge os patamares de 30%.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/43.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-14" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/43.jpg?w=97&#038;h=96" alt="" width="97" height="96" /></a><span style="color:#800000;">É possível reverter estes dados?</span></h3>
<p>Como todos os problemas de difícil solução, também aqui o cenário é complexo, mas é possível, e muito, alcançar bons resultados no combate ao analfabetismo. O projeto Ler &amp; Ser é das respostas a esta questão. O objetivo é realizar uma ação consistente e continuada para reduzir o analfabetismo funcional nos municípios participantes, com vistas  à educação para qualificação profissional e para a garantia dos direitos da criança e do adolescente: na base de ambos encontra-se a competência para a leitura.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/91.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-21" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/91.jpg?w=102&#038;h=96" alt="" width="102" height="96" /></a><span style="color:#993300;">Qual o fundamento metodológico do projeto?</span></h3>
<p>Partiu-se de duas experiências bem sucedidas: a dos Círculos de Cultura em Angicos, de Paulo Freire e a do programa Iniciativa de Intervenção Precoce (Early Intervention Initiative) de Dunbartonshire, na Escócia. Este último programa conseguiu reduzir o analfabetismo funcional de 28% para 6%.  Você poderá acompanhar a fundamentação metodológica aqui por este blog.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/71-cc2a2pia.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-18" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/71-cc2a2pia.jpg?w=95&#038;h=96" alt="" width="95" height="96" /></a><span style="color:#993300;">Como ele será implantado?</span></h3>
<p>O projeto divide-se em 4 fases bem delimitadas:<br />
a) elaboração dos materiais de apoio;<br />
b) capacitação dos multiplicadores;<br />
c) capacitação dos professores;<br />
e) atendimento direto.</p>
<p>Cada uma destas fases segue um cronograma próprio, que inclui seleção dos participantes, acompanhamento dos resultados, adequação de processos, etc. Atualmente, já estamos trabalhando na elaboração dos materiais de apoio, captando e recursos e fechando parcerias. Além do benefícios direto esperado – redução do analfabetismo funcional – o projeto agrega outros: estímulo à participação das famílias e comunidades; articulação com o poder público para implementação de estratégias eficientes em alfabetização e inclusão do respeito à diversidade sociolingüística na agenda da educação.</p>
<h3><a href="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/111.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-19" style="float:left;margin-left:5px;margin-right:5px;" src="http://lereser.files.wordpress.com/2008/04/111.jpg?w=99&#038;h=96" alt="" width="99" height="96" /></a><span style="color:#993300;">Em resumo&#8230;</span></h3>
<p>O objetivo do Projeto Ler &amp; Ser, combatendo o analfabetismo funcional, é um passo para garantir o direito que toda criança, adolescente e jovem adulto têm ao letramento pleno, com isso ampliando o acesso à cidadania e à empregabilidade. Serão formados 500 multiplicadores e 2.586 professores, que atenderão uma população de 131.458 crianças e jovens. Um projeto que poderá ser replicado em outras municípios de todo o Brasil. Além disso, o uso das mídias sociais permitirá a troca de experiências, a melhoria continua do projeto e ampliação dos resultados.</p>
<p>Mas como colocar tudo isto em prática? Bem, isto já é tema para o próximo post.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/lereser.wordpress.com/11/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/lereser.wordpress.com/11/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lereser.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lereser.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lereser.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lereser.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lereser.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lereser.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lereser.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lereser.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lereser.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lereser.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lereser.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lereser.wordpress.com/11/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lereser.wordpress.com/11/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lereser.wordpress.com/11/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lereser.wordpress.com&amp;blog=3012035&amp;post=11&amp;subd=lereser&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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